Aos podcasters, meu agradecimento.

Faço esse post como carta aberta, como agradecimento a todos os podcasters que ouço. A lista de podcasts por mim assinados não é pequena e com medo de esquecer gente, citarei poucos.

Estava eu na sala de espera de um posto de saúde, minha mãe lá dentro (suspeita -depois comprovada- de apendicite). Eram 11:30 pm não tinha wi-fi e o celular com 3G tinha acabado a bateria. Graças a Deus pelo iPod com todos meus podcasts! Só consigo pensar em agradecer a quem gravou eles, assim como me fizeram companhia em outros momentos da vida. Estar num posto de saúde a esse horário e gargalhar não é algo muito aceitável socialmente, mas o Sem Fim consegue fazer isso em qualquer lugar. Lá por 1 am eu tava revendo minhas convicções sobre a “Boa Morte” com as meninas do Mamilos.

No meio de tudo isso, vocês estiveram lá. Companheiros fieis, toda semana com programa novo. Mas não pensam que foi só em momentos difíceis. Foi no intercâmbio pros USA, no não saber o que fazer nesse país novo, na viagem de um lado a outro dos USA por causa de um erro na burocracia, no inverno de -35˚C em Illinois, na viagem pra reencontrar com minha irmã, no metrô em NYC, na viagem pra trabalhar na Florida, nas pedaladas de casa para o trabalho, na viagem de volta ao Brasil, e aqui na volta (pra resumir o ultimo ano e alguns highlights).

Sei que se tornaram amigos próximos, acho até que sei mais de vocês que alguns familiares seus. Sei que vocês não me conhecem, e não sei se um dia irão conhecer. O que importa é que a vida desse brasileiro (recentemente perdido no país ianque) foi bem melhor com vocês por perto.  E isso me faz querer fazer parte do grupo de pessoas que produz conteúdo, esse blog meio que é isso. Não sei se vou ficar famoso, mas quero só ser o que vocês são pra mim pra outras pessoas. Quero que alguém num lugar estrangeiro, com fome, sem conhecer uma só alma possa confiar que o blog vai estar lá (com o recente vlog, ou quem sabe um dia com podcast também) da forma com vocês estiveram no meu primeiro dia em Carbondale (pesquisem e descubram o quão pequena uma cidade pode ser).

Em suma, eu não sou de escrever emails para cada um; mas naquele momento em que ria numa sala de espera de hospital foi impossível não lembrar de cada um de vocês, e como cada um (com suas historias e opiniões) foi parte integral da minha vida. E para alguns nunca tinha expressado isso.

Por favor, continuem fazendo o trabalho maravilindo. E continuem fazendo pessoas perdidas se sentirem tão bem nessa roda de amigos (sim, eu respondo podcast em voz alta no meio da rua).

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.