Aquele sobre tecnologias

Querendo ou não eu comparo meu dia a dia aqui nos Estados Unidos com o Brasil e, sinceramente, vou ficar muito triste quando voltar. E escrevendo essa frase percebo como parece babaca. Não estou falando em estar triste com o país e idolatrar o sonho estadunidense; mas esse post vai ser sobre tecnologias e seu uso na sala de aula. Para tal vou citar algumas coisas que me impressionaram aqui.

Nas salas de aulas é comum o professor ter um “mesa” com algo que lembra um retroprojetor. Nessa mesa existe um computador para o professor saber o que está sendo projetado sem precisar ficar olhando pra trás,  um mini media center, e esse “projetor”. Sendo assim o professor pode ser o maior geek do mundo, ou um PhD que mal sabe usar um computador; o “media cart” serve bem pra ambos.

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Outra diferença clara: não existem quadros negros com giz. Em varias salas de aula nunca vi outra coisa que não fosse quadro branco, e alguns com uma superfície magnética. Resolvendo dois problemas: nada de pó de giz na mão dos professores nem fitas adesivas sendo usadas a torto e direito. Sendo que algumas salas usam o quadro branco como superfície de  projeção também.

Sala de aula, parecida com varias que eu tive aula.
Sala de aula, parecida com varias que eu tive aula.

Quase tudo isso é doado por famílias ou empresas, com a recompensa de terem as salas ou prédios chamadas por seus nomes. No caso das empresas tem também a chance de elas terem prioridade no recrutamento dos melhores alunos. Ou seja, a empresa investe na Universidade e a Universidade vira um estoque de profissionais altamente qualificados. Todos tiram vantagem dessa troca.

Isso que vai me deixar triste quando voltar, saber que no meu país amado empresas não entendem a importância de investir nas Universidades (nem o próprio governo); eu falo isso sabendo que a UTFPR tem um ou dois corredores construídos com investimento privado. Acho que vai da questão do americano considerar o publico propriedade de todos, e o brasileiro achar que o que é publico é de ninguém; mas isso é outro post.

Adios!
Adios!

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.