Como video-games podem ajudar a combater transfobia

O jogo multiplayer online Rust liberou um update recentemente, onde o gênero do personagem foi designado aleatoriamente. E não é possível voltar ou mudar o gênero do personagem, ao menos não ainda. Isso deixou vários usuários revoltados com o jogo, mas o designer Garry Newman deixou claro que não está disposto a voltar atras. Segundo seu blog, ele entende o problema e lembra que quase metade da população também não se identifica com o gênero biológico.

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Segundo a teoria queer; transgêneros, travestis e transsexuais são pessoas que não se identificam com o sexo ou gênero designado ao nascimento. É importante lembrar que muitos escolhem parar de jogar também, mas no caso da vida real não tem como voltar a logar no servidor. E essa mudança no jogo ajuda a conscientizar sobre o que acontece na vida real.

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Vale lembrar que o jogo já fez isso antes, linkando tamanho de pênis (em personagens masculinos) e cor de pele ao Steam ID; portanto, também, impossibilitando a mudança posterior.

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Segundo os desenvolvedores, é um reflexo da aleatoriedade biológica (em relação ao sexo designado ao nascimento, e características fisiológicas) e querem ajudar a trazer conscientização através dos jogos para a vida real. Além da declaração, polemica, que US$20,00 te dão acesso a uma copia do jogo não uma cadeira na mesa de designers e desenvolvedores.

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.