Conversei com um ocupante da UTFPR

Olá, faz tempo que não posto algo. Mas como a UTFPR foi ocupada, e vários boatos estão aparecendo por aí; achei interessante retomar postagens. Esse post tem o objetivo de falar sobre o por quê ocuparam e como esse processo se deu, do ponto de vista de quem tava lá ocupando.

O movimento é de estudantes, apenas

Ao contrario do que foi noticiado em alguns meios maiores, não existem pessoas que não sejam alunos da UTFPR; os estudantes ocupantes são em sua maioria alunos de graduação e ensino médio. Seu manifesto deixa claro que não existe o envolvimento dos centros académicos ou da Central de Estudantes; mas que é um movimento independente.

Ninguém foi obrigado a se retirar da faculdade

A ocupação se deu depois do ultimo horário de aula, portanto nenhum estudante ou professor estava em aula. As únicas pessoas que estavam trabalhando ainda na Universidade eram os terceirizados de segurança (porteiros e seguranças). Estes foram notificados do que estava acontecendo, entraram em contato com seus superiores e terminaram seu turno de trabalho as 7 da manhã do outro dia. Ninguém teve seus pertences retirados ou ficou “preso” por alunos; os estudantes ficaram, inclusive, conversando com os terceirizados sem causar-lhes dano algum.

Nenhum patrimônio foi deteriorado por ocupantes

Em momentos como esse surgem varios boatos sobre a depredação do patrimônio da Universidade. No caso da UTFPR os alunos usaram blocos de concreto oriundos dos laboratórios do Departamento de Construção Civil e outros materiais de dentro da própria Universidade para a criação de barricadas para a proteção dos próprios ocupantes nas três entradas do Câmpus Centro. O medo dos estudantes, que se provou realidade na manhã da ocupação, era o uso de violência por movimentos contrários.

Creio que esses três pontos resume o que aconteceu. O intuito desse texto é de informar nós que estamos de fora do ocorrido e tentar ter uma visão clara e objetiva do ocorrido.

 

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.