ePub não vai matar o livro fisico

Em 1999 começou a disputa da industria fonografica com a pirataria, na forma do Napster. Anos depois começamos a baixar tudo via P2P; músicas, programas, sistemas operacionais inteiros, filmes, etc. Livros se livraram, porque é mais trabalhoso até porque a maioria está em PDF (em formato de uma imagem por página) e é horrivel de ser lido.

Como o uso de P2P se expandindo (e fazendo cada vez mais parte integrante do cotidiano dos não tão nerds) e com a Amazon (entre outras) investir bastante nos ultimos anos em livros digitais começou a pipocar sites que liberam os arquivos de livros. Mas como já coloquei ali em cima, PDF é uma ferramente muito boa; mas pro uso de livros em imagem é horrivel. Principalmente porque existem diferentes monitores e nenhum é no mesmo aspcect ratio (proporção) que um pagina de livro.

Agora imagina que o livro possa ser como um site responsivo. Sabe desses em que se a janela muda de tamanho, o site tambem muda? Imagina isso em um arquivo, mesmo offline. Isso que E-Pub faz, e faz a um tempo já; a quase 10 anos.

Mas mesmo assim poucas pessoas usam essa extensão, ou sabem que ela existe. Isso é uma lástima, porque muitos autores independentes estão se auto publicando via digital e só depois (se fizerem muito sucesso) vão ser publicados fisicamente. Além de ser uma ótima pra quem quer ser paperless.

Uma das maiores lojas é a Amazon Kindle, mas existem vários sites que liberaram vários livros de domínio publico, como Projeto Gutenberg. Além de, como citado acima, existem inúmeros sites com copias “não-legais” de quase todos os livros.

Não sou a favor de pirataria, de qualquer forma, mas pensar em que livros podem ser pirateados virtualmente gratuitamente nos leva a crer que vão abaixar os preços dos livros digitais, como aconteceu com a industria fotográfica. Quem sabe até surjam mais serviços de streaming de livros, tal qual Netflix para filmes e series e Spotify para musicas.

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.