Sobre ser a favor da regulamentação do aborto e ser pró-vida (ao mesmo tempo)

“Ninguém em plena consciência é a favor do aborto. Da prática, eu digo. As pessoas são a favor da legalização do aborto no Brasil.” Jessica Michels. Acho que vale a pena começar com esse disclaimer: “Ser a favor da regulamentação não é ser a favor da pratica.”

Então você se diz pró-vida? Qual vida?
Então você se diz pró-vida? Qual vida?

Agora vamos aos dados. Uma mulher morre a cada 9 minutos no mundo por causa de abortos ilegais. No Brasil são cerca de 1.5 milhão de abortos ilegais por ano. Dessas 250 mil sofrem complicações e são internadas, e consegue imaginar o tratamento medico dado a essas? Se quiser ver o que pessoas que passaram por isso veja o documentário Clandestinas.


A ilegalidade do aborto não impede de existir aborto. Países como França, Inglaterra e Argentina já legalizaram o aborto, e não houve um aumento gigantesco nos abortos; e no caso da Argentina (que eu estava vivendo lá quando foi aprovada a lei) a legalização abriu espaço para acompanhamento psicológico com as mulheres antes e depois do aborto. Hoje uma mulher que esteja sofrendo psicologicamente com o fato de ter cometido um aborto não pode ter ajuda de profissionais da area, uma vez que pode ser considerado confissão de crime.

Ah, pra não dizerem que isso é apenas a opinião de um cara que nunca vai lidar com abortar ou não seguem dois links de mães que são também a favor da regulamentação do aborto.
Casa, Cozinha e Fralda Lavada
Renata Correa (O documentario Clandestinas foi produzido pela Renata Correa)

 

Até a próxima?

Assim como o Andy, me despeço pra ir fazer trabalhos da faculdade.
Assim como o Andy, me despeço pra ir fazer trabalhos da faculdade.

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.