Eu dormi no aeroporto (ou quase)

Essa historia eu vou contar, apenas por ser peculiar. Não vai adicionar em nada (ou talvez adicione algo) pra sua vida, mas eu sinto a necessidade de deixar isso registrado. Eu dormi no aeroporto, ou melhor, passei a noite no aeroporto.

O engraçado de viajar sozinho é que varios mimimis são esquecidos. A passagem é a mais barata, o tempo de conexão é o maior, e se o voo tiver conexão tudo bem. E as historias do meu pai começam a fazer muito mais sentido. Por exemplo, boatos que ele dormiu na rodoviária de Foz do Iguaçu com a minha mãe nos primeiros anos de casado (minha memória ta muito ruim sobre o ocorrido, mas não duvido que eu ja tivesse no mundo E dormindo com eles na rodoviária). Esse tipo de coisa nunca ocorreria depois de sermos dois filhos. Meu pai nunca mais se meteu nessas aventuras estranhas.

E agora ta sendo a minha vez de encarar essas aventuras. Pra economizar no voo de Chicago pra Miami, peguei um voo super cedo; as 5:45 começavam o check in. E o trem mais tarde de onde eu tava pra Chicago chegava as 11:30 d0 dia anterior. Decidi que pagar 80 dólares por um quarto de hotel era demais, pra quase 7h que ia ficar na cidade. Meio receoso, decidi passar esse tempo no aeroporto. Foi divertido. Passei essas horas revendo os Mad Max originais (se tu pensar em fazer isso, não veja o primeiro; assista os 2 últimos e o novo). Um casal português, acho que em lua de mel, iam viajar as 4:30 pra Vegas e me fizeram companhia num booth de cadeiras que tinha no aeroporto.

Quando digo que foi divertido, é mais porque eu me acostumei em viajar com meus velhos; e eles sempre se programam pra manter um certo padrão. Principalmente, agora que ambos passaram dos 50; e eu entendo eles. Mas eu me acostumei ao padrão deles. E deixar esse padrão de lado pra me unir aos inúmeros (eu acho que tinham mais de 50 pessoas) que decidiram passar a noite naquele aeroporto naquela noite, parece que reascendeu essa chama de “Vamos viajar!”, “Pega essa mochila, bota umas roupas, e bora”.

Sabe essa espontaneidade de viajar. Acho que isso que falta pra mim, e falta pra muita gente. Espontaneidade de se descobrir e de descobrir o pais onde mora.

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.