Aquele sobre filmes antigos.

Tenho assistido muitos filmes antigos como parte de uma matéria que estava fazendo lá no intercâmbio (e continuo agora que cheguei em casa) e uma pergunta se repetiu aula após aula: “O filme tem o mesmo poder emocional que tinha quando foi lançado?”

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Uma Cruz à Beira da Estrada, 1959

Geralmente a resposta é que sim tem muito poder emocional, mas as referencias que dataram o filme ficaram velhas e provavelmente essa emotividade não se dá da exata mesma forma. Filmes como “The Nun’s Story” (“Uma Cruz à Beira da Estrada”, 1959) usam até do ritmo pra contar a historia, embora percam nisso para a ‘nova geração’ criada a base de Michael Bay e suas cenas explosivas.

Rosa de Esperança, 1942
Rosa de Esperança, 1942

Filmes como “Mrs. Miniver” (“Rosa de Esperança”, 1942) não tem o mesmo poder de propaganda, mas ainda assim são bastante emocionantes. O objetivo é totalmente claro, mas mesmo assim toca na alma. Impossível não chorar com a morte da mocinha (o filme ta aí a 72 anos, não me venham de mimimi!). A forma como se faziam filmes com nada de CGI (Computer Generated Images, Imagens Geradas por Computador) mostra o quanto temos perdido por querermos efeitos 3D e o escambau a quatro.

O Dia que a Terra Parou, 1951
O Dia que a Terra Parou, 1951

Assistir a versão original de “The Day the Earth stood Still” (“O Dia que a Terra Parou”, 1951) mostra que efeitos especiais devem sempre ter uma historia, senão não valem de nada. O remake é legal, pra mim que nunca tinha visto o original. Eu não consegui pensar em olhar no relógio na versão preto e branco.

Então sugiro, com muito bastante veemência, que deem novas chances a filmes antigos. Podem até se surpreender!

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.