Filmes de Guerra Canções de Amor

Das cartas que eu nunca escrevi, aí vai uma a voce. Sim voce! Voce que disse um eu te amo, e semanas depois não queria mais me ver na frente. A você que me disse ter ouvido a voz de Deus, mas meses depois fez com outra pessoa exatamente aquilo que tinha “entendido” que não era pra fazer comigo.

Sabe eu escrevi sim essa carta, rescrevi, joguei no lixo, escrevi algumas versões, mas nunca tive coragem de colocar no correio. Então elas foram parar no lixo reciclável, bem dobradinhas. E agora num outro país, numa outra realidade eu posso dizer que perdoo. Perdoo a voce, perdoo a mim. Principalmente a mim, porque saber que voce vai (não por escolha minha) estar por perto por um bom tempo as vezes me da uma vontade de ir embora. Não ir embora do local, mas ir embora dessa vida em que voce participa. Infantil? Talvez. Mas saiba que eu levei um bom tempo pra poder me sentir desapegado, e quando isso aconteceu, voce reapareceu. Voce veio e mudou as certezas que eu tinha, e eram muitas. Desapareceu tirando as certezas que tinha trazido, e eram poucas. E eu fiquei la. Sentado, tentando entender.

E por isso escrevo de filmes de Guerra e canções de amor. Porque ambos fizeram parte do momento que tivemos. E, citando um dos seus autores, “alguns infinitos são maiores que outros”. Eu gostaria de rescrever essa frase “alguns infinitos são maiores para diferentes pessoas”. E acho que foi isso que aprendi contigo, porque aquele infinito foi gigante pra mim, pena que não tenha sido para voce.

Sempre me disseram que algumas coisas não eram pra ser. Mas eu sou arminiano, voce aparentemente calvinista. Gostaria de ter sido predestinado para voce, mas voce escolheu algo diferente. Mas eu posso dizer que quero que voce seja feliz, pois com toda certeza não seria o que sou hoje sem ter que aprender tudo isso. E espero que voce tenha aprendido que Jane Austin não sobreviveria a nossa realidade. E se voce for Srta. Bennet, espero do fundo do meu coração que encontre o seu Mr. Darcy.

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.