Sobre amores

Chegou o final de ano e com ele as reuniões de familia. Esse ano vai ser diferente, o meu avô não vai estar. Isto é motivo de tristeza por todo o luto que passamos nos ultimos meses, mas lembrar dele é sempre motivo de alegria.

Seu Arival (como era chamado pelos amigos) morreu com 89 anos, e tinha mais de 60 anos de relacionamento com a minha avó. Foi mais de meio século de cumplicidade e amor.

E esse é um dos grandes motivos de alegria pra familia, quando nos lembramos da vida do Vô. Não tenho muito contato com a familia maior, sei onde moram e talz, mas meu relacionamento sempre foi mais intimo até o vovô. Somos umas 15 pessoas (porque sou de humanas, e não sei contar) fruto direto desse tempo todo dedicado a familia e ao caasamento dele.

Meus avós não foram perfeitos, mas fizeram o melhor que puderam. Sempre que puderam, tiraram tempo pra familia e tempo um pro outro.

Acho, ou melhor ele me disse inúmeras vezes, que isso foi um dos grandes diferenciais e “segredos” pra estarem juntos tanto tempo.

Eu sei que é piegas usar o tempo de final de ano pra pensar em familia, e dar um puxão de orelha naqueles que tem se preocupado mais com likes do que com as pessoas; e não é isso que quero fazer.

Esse texto no fundo é pra que eu e você nesse ano que se inicia possamos valorar as pessoas com ponto de vista diferentes (até antagônicos) e tirar dessas relações bastante proveito. Que em 2016 seja o ano de olhar para as pessoas pessoas ao nosso redor com empatia e tolerância. Com o objetivo que histórias como o do Seu Arival não sejam apenas lembranças.

Pode ser que a pessoa que tanto procuramos (romanticamente ou não) está votando no partido errado, torcendo pro time errado, ou defendendo a causa errada. Só com um pouco mais de empatia e tolerância você vai poder conhecer ela.

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.