Sobre ser branco (e entender que tenho privilégios por isso)

Então o Macklemore fez uma continuação pra musica White Privilege. Citou algumas pessoas que não curtiram tanto. Eu fiquei me questionando (tal qual ele faz na música) como eu posso me colocar em toda essa questão, se é ok eu gritar junto que #BlackLivesMatter e #ICantBreathe. Ou se o meu silencio pode ser considerado omissão e concordância com os crimes raciais ocorridos em Ferguson e NYC. Continue reading Sobre ser branco (e entender que tenho privilégios por isso)

Sobre relacionamentos (abusivos ou não)

Ninguém nasceu grudado. Niguém nasceu pra gastar 100% do seu tempo para agradar a outra pessoa.

É dificil numa sociedade criada a pornografia e Disney pensar que relacionamentos são muito mais do que aparece na tela. É facil esquecer que aquilo é um retrato de um pedaço da vida daqueles personagens, e que pessoas são muito mais complexas do que pequenos recortes temporais. É facil deixar de olhar pro proximo como outro ser humano complexo que precisa ser entendido como tal.

E isso torna nossos relacionamentos, quase, abusivos. Pensamos que merecemos 100% da atenção da outra pessoa, e nos estressamos quando isso não acontece.

Adivinha o que pode salvar todo relacionamento dessa espiral descendente? Exatamente, comunicação. Mas, os mesmos filmes acima citados, nos ensinam que é errado ser tão aberto com a outra pessoa! Nos ensina que é fragil sermos tão transparentes, que comunicar é errado. Embora não tenha nada mais refrescante numa relação em se saber como a outra pessoa pensa, como ela entende o que você fala, etc.

Mas é dificil ser tão fragil, ser tão vulnerável. Até porque você pode estar sendo o mais transparente possivel, e o outro lado não o ser. E aí nasce a desconfiança, e da desconfiança nascem tantas outras coisas ruins.

No fim a minha dica pra 2016 é: sejamos mais comunicativos e transparentes; e se a outra pessoa não o for é culpa dela, não sua.