Trazemos a pessoa amada de volta!

Anuncio que se ve em quase toda cidade brasileira. A promessa da pessoa amada de volta, mas nunca acreditei muito em macumba mesmo. E não pretendo escrever também sobre reconquistar a pessoa “amada”.

Voce nunca entra duas vezes no mesmo rio, nem vê duas vezes a mesma pessoa!
Voce nunca entra duas vezes no mesmo rio, nem vê duas vezes a mesma pessoa!

Eu tenho passado, ultimamente, por um período de deixar algumas coisas pra trás. Inclusive espaços que pessoas ocupavam na minha vida. Não sobre ter terminado relacionamentos românticos, mas sobre amadurecer em si. Sobre “deixar as coisas de menino”. Não que eu esteja totalmente maduro, mas estou abraçando esse tempo de amadurecer.

Nunca foi difícil pra mim dizer adeus, porque nunca me afastei muito da minha familia, mas também porque todo verão participava de acampamento de verão e a cada tanto algum amigo viajava pra não voltar tao cedo. Acho que a certeza de rever as pessoas sempre esteve presente, mas nunca ninguém ocupou um espaço muito grande.

Mas esses últimos dias, tem sido difícil. Perceber que meu pai não vai entrar pela porta do quarto dizendo que se eu não levantar vou perder o almoço, da minha mãe me ameaçar perder o cafe da manha, ou da minha irma reclamar que o computador não tá ligando. Ainda mais rotineiro que isso, perceber que não vou sair pela porta, pegar o ônibus, descer perto do Estação, ir pra faculdade, pegar o ônibus de volta, e estar em casa a tempo de jantar junto com a familia. Ou mais profundo de saber que não vou sair na rua e as pessoas falarem comigo em português.

Choque cultural é tenso.
Choque cultural é tenso.

Sim, eu ja morei fora de casa e ja voltei pra casa algumas vezes. Mas nunca com essa certeza que a volta vai demorar tanto, e que na volta eu, meus amigos e minha familia seremos pessoas diferentes. Não que isso seja ruim, mas é diferente tentar se inserir num ambiente que era tão natural quanto uma extensão do seu corpo. E a percepção desse fato muda muita coisa. Não a ciência dele, porque eu estava ciente disso quanto entrei no aviao, mas o entendimento dele.

“Trazemos a pessoa amada de volta”. Frase muito repetida em qualquer cidade, a promessa de juntar-nos aquela pessoa que nos fez sermos pessoas melhores por algum tempo. Mas com todo esse sentimento saudosista que eu to sentindo, posso afirmar que nunca queremos voltar com a pessoa que existe hoje, mas com a pessoa que ela foi. Sonhamos com a possibilidade de nossos sonhos nostálgicos possam se concretizar. Sonhamos não com a pessoa em si, mas em reviver os sentimentos vividos.

E tanto eu nao vou voltar pro Brasil pelo que sinto hoje, quanto seria impossível voltar a mesma forma de relacionamento de quando eu sai. Não que vá deixar de amar aos meus amigos, mas que a dinâmica do relacionamento vai mudar. E acho que o entendimento, e compreensão, desse fato é amadurecer em si.

Bye!
Bye!

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Max

Responsável por essa bagaça, aquele que teve a ideia de que ter um blog seria legal. Escreve sobre o que vem na cabeça, as vezes sobre o que sobressai nas redes sociais também.